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Vestígios de um Antigo Rio de Janeiro: As Morfologias Urbanas Coloniais-Mercantis da Cidade

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por Yan Breno Azeredo  INTRODUÇÃO A cidade do Rio de Janeiro enquanto centro político do império português na América, ergueu grandes símbolos urbanísticos coloniais. Essas marcas se intensificaram ainda mais no século XIX com a chegada da família real portuguesa, momento em que a cidade se transformou na própria metrópole do império português. Tais formas, funções, estruturas e processos dessa época baseavam-se em uma lógica colonial-mercantil-escravista e que engrenaram todo o sistema político, econômico e social no período colonial e imperial. Com o crescimento da cidade, inúmeras questões ganharam folego, principalmente com a mudança do sistema político, econômico e social. Já no início do século XX, com o Rio de janeiro sendo a capital da república, grandes mudanças ocorreram na forma urbana mediante a necessidade de se adequar a concentração e acumulação do capital. Segundo Mauricio de Abreu (1986), este momento de transformação se inicia durante a presidência de Rodrigo ...

Vinte e Um - Perdido Nesse Século

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Vida nossa vida. Em nossa vida cultivamos a estima social de fato, mas há uma questão a se pensar, até quando a estima social relacional pode me prejudicar? Bom, a autonomia nos produz a qualidade de viver sabendo adequar-se à regra sem deixar a pessoalidade de lado, mas, quando a pessoalidade não está ligada a liberdade de escolha sob a regra como a intenção de seguir apenas a tendência por decisão ou não, mas apenas por imposição social ou necessidade de ser estimado pelos outros, acaba produzindo um aprisionamento que reduz sua personificação. Sabemos que a personalidade é uma confluência de fatores históricos na formação psíquica, o auto-entendimento e o juízo em relação ao que é o outro, mas a transição do eu para o querer ser como todos, gera uma contraposição interior que se não superada produz uma frustração e baixo estima capaz de consumir nossas energias vitais, nos levando ao fluxo profundo de ansiedade como necessidade de se adequar ou de pessimismo interior levando a uma p...

Sombras da Vida: Uma Concepção do Lugar

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Por Yan Breno Azeredo Gomes da Silva, graduando de Geografia da Universidade Federal Fluminense    O quão nós, nos afeiçoamos a determinadas coisas? Quero dizer, até que ponto nós como seres humanos nos apegamos aquilo que nos cerca? É necessário primeiro orientarmos qual escala queremos analisar. Irei aqui buscar entender mais especificamente em um micro ponto de vista, a relação do individuo homem com aquilo que o afeiçoa e o apega de um modo muito pessoal, como o lugar, exemplo que utilizarei nesse breve texto. É importante salientar que não desprezo a consciência de que o homem não é só o homem puramente, e sim um ser integrado a um sistema social e conjunto chamado sociedade. Todavia, por motivo meramente ilustrativo e até mesmo de interesse, buscarei convida-los a compreender a questão do lugar e o processo que podemos chamar de afeiçoamento a partir de uma perspectiva do indivíduo em sociedade.    Este texto não é uma crítica muito menos uma análi...